Vereador é suspenso após apalpar as nádegas de empresária

O município de Caibi localizado no Extremo-Oeste, com um pouco mais de 6 mil habitantes, teve um de seus nove vereadores suspenso do cargo pelo prazo de 12 meses.

Senor Anselmini (Progressistas), de 64 anos, foi flagrado em um vídeo colocando a mão direita nas nádegas de uma munícipe.

O caso ocorreu no final do ano passado, durante uma cerimônia natalina. Munícipes que de alguma forma patrocinaram o embelezamento da cidade, foram homenageados, entre os quais, a vítima e seu esposo que são empresários na cidade. Na hora de entregar a lembrança, Anselmini se posicionou entre a mulher e o marido, colocando a mão nas nádegas da munícipe a qual, constrangida, se afasta tirando a mão do vereador. Além do processo no legislativo, o desrespeito também rendeu ao vereador um processo judicial.

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Vereador nega

Em sua defesa Senor Anselmini alega ter um problema no ombro direito, o que dificulta o movimento de erguer o braço. Acontece que antes de tocar as nádegas da vítima, ele cumprimenta o esposo da munícipe, sem demonstrar qualquer dificuldade. Também segundo ele, a sua mão pode ter caído até a altura das nádegas pelo tal problema que alega, o que é desmentido pela imagem, que mostra que ele desceu o braço e ficou com a mão na munícipe de forma proposital. Também segundo a vítima e uma testemunha, Anselmini a teria apalpado e beliscado. Eu tive acesso a um vídeo que registrou o ato:

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O afastamento

A Câmara de Vereadores de Caibi poderia ter dado exemplo e cassado o mandato de um vereador que, demonstrou total desprezo ao respeito para com a população. Ao importunar sexualmente uma munícipe, Senor Anselmini quebrou o decoro. Ao invés de cassá-lo, valeu o corporativismo da Câmara que optou por suspendê-lo.

Quatro vereadores votaram pelo período máximo de afastamento que é de 15 meses, porém, a maioria, cinco vereadores votaram por afastá-lo pelo prazo de 12 meses. Procurei Anselmini, mas ele não respondeu.

O que me chamou a atenção foi a fala do presidente da Câmara, Jair Di Domenico (MDB). Mesmo votando pelo prazo máximo de afastamento, afirmou não haver provas concretas do ato, apenas o vídeo. Ora, presidente, não há prova maior do que o vídeo que mostra de forma clara o que aconteceu. Como não tem prova?

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