
Nesta sexta-feira (05), o Sindetranscol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos de Blumenau) usou uma rede social para comunicar que, a partir de 72 horas, uma nova paralisação do transporte coletivo pode acontecer. O motivo envolve o desconto no salário de motoristas e cobradores, após a paralisação que durou 24 horas em 12 de março.

O sindicato afirmou que “as horas de paralisações/greves sempre foram negociadas, uma parte assumida pela empresa e outras repostas com algumas horas-extras”. O Sindetranscol ainda destacou que uma das condições para chegar a um acordo na mediação na audiência sobre o transporte coletivo na sede do TRT-SC (Tribunal Regional do Trabalho) inclui não só as reivindicações, como a negociação do dia da paralisação.
Um documento com o termo de audiência aponta que “chegando as partes a um acordo, não sejam descontados os salários dos funcionários relativos ao dia da paralisação”. “A questão central é que a negociação está em andamento no TRT, e no entendimento do sindicato, a empresa está desrespeitando isso”, informou a assessoria de comunicação do sindicato.
Vale lembrar que a negociação, feita por meio de audiência, o desembargador Roberto Basilone Leite, relator do processo que discute melhorias nas condições de trabalho para motoristas e cobradores de ônibus, determinou que a BluMob, concessionária de transporte urbano, e o Município apresentem, até 11 de abril, propostas em resposta às demandas do setor.
Ao ND Mais, a assessoria de comunicação do TRT-SC informou que caso as partes não cheguem a uma negociação, irá a julgamento pela seção especializada.
Além das propostas, o desembargador ordenou que Blumenau e BluMob se manifestem em relação a questão da segurança física dos trabalhadores, que segundo a categoria seria emergencial. Essa foi a segunda tentativa de negociação do dissídio de greve perante a Justiça do Trabalho de Santa Catarina, proposto pela concessionária após a paralisação de 12 de março.
Procurada pela reportagem do ND Mais, a BluMob, concessionária de transporte urbano, informou que neste momento não vai se manifestar sobre o assunto.