
O motorista Elias Mariozam Martendal, condenado pelo acidente que matou a pequena Alícia Bindemann Carini, deixou a cadeia após ser condenado a 20 anos de prisão. A decisão da Vara Criminal da Comarca de Mafra foi publicada no último dia 13 de dezembro.

A defesa de Elias confirmou, a progressão da pena de 20 anos e sete meses de prisão em regime fechado para o regime semiaberto. Na decisão, assinada pelo juiz André Luiz Lopes de Souza, a Justiça afirma que o motorista preenche os requisitos para a progressão do regime.
“No que se refere ao requisito subjetivo, o Boletim Penal acostado ao evento 19.11 afirma que Elais [sic] ostenta bom comportamento carcerário. Desta forma, forçoso reconhecer que o reeducando preenche, pois, os requisitos previstos no dispositivo legal acima citado”, afirma o juiz na decisão.
De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) em Rio Negrinho, Elias Martendal está em “regime semiaberto humanizado”. Segundo o órgão, o condenado está em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Mãe de Alícia desabafa nas redes sociais
Em um vídeo publicado no Instagram, a mãe da menina Alícia, Michelle Bindemann, lamentou a decisão que liberou Elias Martendal para a prisão domiciliar. “Um dia antes de fazer dois anos da morte da Alícia, ele [Elias] teve progressão para regime semiaberto, ou seja, ele está em casa”, explicou Michelle.
“Eu já chorei muito, porque eu continuo sem conseguir trabalhar direito, continuo sem conseguir abrir a malinha da viagem dela [Alícia], tive perdas salariais significativas devido a vários afastamentos”, lamentou a mãe da criança.
Michelle ainda relata ter crises de ansiedade constantes ao ouvir sons de ambulância e do helicóptero Águia, da Polícia Militar. Confira o vídeo publicado por ela:
Relembre o acidente que matou Alícia
O Fiat Punto dirigido por Elias estava retornando de uma festa em Mafra para São Bento do Sul, segundo informaram os Bombeiros Militares. Em uma curva, o motorista do Punto perdeu o controle do veículo, foi para a contramão e bateu de frente na Ecosport, provocando a morte da menina Alícia. O acidente aconteceu no dia 19 de dezembro de 2021.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Rio Negrinho afirmou, na época do caso, que o condutor do Fiat/Punto, que causou o acidente, estava sob efeito de álcool e foi conduzido à Polícia Civil para prisão em flagrante.
No dia 15 de junho do ano passado, o Tribunal do Júri condenou Elias a 20 anos e sete meses de prisão por homicídio doloso. O júri entendeu que o réu assumiu o risco do acidente ao ingerir bebida alcoólica.
Além de Alícia, outra vítima do acidente, Fernando Martins Albuquerque, de 34 anos, estava de carona no veículo que causou o acidente e morreu dias depois, no hospital.