
O relatório preliminar divulgado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), nesta sexta-feira (6), revelou que, um minuto antes da queda do avião, o copiloto Humberto de Campos Alencar e Silva chegou a relatar que havia “bastante gelo” na aeronave. Esse comentário coincidiu com os alertas emitidos pela aeronave apontando congelamento de partes das estruturas.

Conforme detalhado pelo Tenente-coronel aviador Paulo Mendes Fróes, investigador-encarregado do Cenipa, apenas 57 segundos após o alerta do copiloto, registrado na caixa-preta, os pilotos perderam o controle sobre a aeronave. Em seguida, ela virou de um lado para o outro, entrou em parafuso, completou cinco voltas e, por fim, atingiu o chão.

O Cenipa recuperou todos os dados e áudios das caixas-pretas da aeronave para apurar as causas do acidente. A investigação também havia anunciado, em 11 de agosto, que estava trabalhando na emissão de um laudo “para saber se na hora do impacto os motores estavam ou não desenvolvendo potência”.
O acidente aéreo ocorreu no dia 9 de agosto deste ano, resultando na morte de 58 passageiros e 4 tripulantes. O ATR 72-500 da companhia Voepass, antiga Passaredo, fazia o voo 2283 quando caiu em um condomínio de chácaras, em Vinhedo, no interior do estado de São Paulo. Ele saiu de Cascavel, no Paraná, e pousaria no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 13h50.

Esse foi o maior acidente aéreo do Brasil desde 2007, quando a tragédia no Aeroporto de Congonhas matou 199 pessoas.
Polícia Federal também investiga queda de avião em Vinhedo
A PF (Polícia Federal), em paralelo à investigação do Cenipa, também apura as razões do acidente por meio de análises dos dados de componentes e caixas-pretas do avião. Contudo, o objetivo da PF é verificar se existem pessoas que devam ser responsabilizadas criminalmente pela tragédia.