
Após uma paralisação que durou cerca de três horas, no início da manhã desta quarta-feira (22), o transporte público da Grande Florianópolis voltou a circular normalmente. Contudo, uma dúvida ainda paira entre os usuários: Haverá greve dos ônibus nos próximos dias?

De acordo com o Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos de Pessoas), a manifestação ocorreu por falta de acordo entre a categoria e os patrões. Uma nova assembleia foi realizada entre os funcionários, mas não houve nenhum acordo, segundo informou o sindicato.
Até o momento, não há previsão de novas paralisações, pelo menos até a próxima sexta-feira (24), quando serão realizadas duas novas sessões da assembleia, às 9h e às 15h, para decidir os rumos da campanha.
Greve dos ônibus: Florianópolis amanheceu sem transporte público
Uma equipe de reportagem do SC No Ar, da NDTV Record Santa Catarina, esteve no Ticen (Terminal de Integração do Centro), por volta das 6h30 desta quarta-feira, e constatou que não havia ônibus circulando. Muitos pontos da região estavam lotados, já que muita gente foi pega de surpresa.
Na noite de terça-feira (21), o ND Mais noticiou a possibilidade de paralisação do transporte público na Grande Florianópolis, mesmo sem a confirmação do sindicato. Isso porque, foi publicado no aplicativo ‘DizAí’, do Sintraturb, um comunicado anunciando que os ônibus não circulariam entre 4h e 7h desta quarta. A publicação foi retirada do ar logo em seguida.

Paralisação do transporte público gerou transtornos
Foram três horas de agonia e, para parte da população, uma surpresa. A paralisação dos funcionários das empresas do transporte público da Grande Florianópolis, das 4h às 7h de ontem, hora em que os trabalhadores estão iniciando a rotina, gerou diversos transtornos.
Na Capital, pontos de ônibus enchendo cada vez mais e as pessoas sem ver a menor movimentação dos ônibus. Era cedinho e a cidade não começou como normalmente. Quando os primeiros ônibus começaram a circular, naturalmente, ficaram abarrotados.
Levou um tempinho até que a situação se normalizasse e o cidadão conseguisse chegar ao trabalho com tranquilidade. Teve gente que normalmente leva 10 a 20 minutos para ir do Continente para a Ilha e que levou mais de três horas esperando.

Reivindicações do sindicato para que não ocorra greve dos ônibus
O Sintraturb informou ao ND Mais que as reivindicações da classe baseiam-se em dois pilares: o econômico, com reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 3,49% para este ano, a compensação de 4,83% referente às perdas da pandemia e um aumento real de 5% nos salários, e o retorno dos cobradores nos ônibus, já que houve redução do quadro de funcionários durante a pandemia de Covid-19.